Arte Pará chega ao Museu Emílio Goeldi
Enviada em 2 de novembro de 2009 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
O Museu Paraense Emílio Goeldi abrirá suas portas para abrigar obras da 28ª edição do Salão Arte Pará 2009, o maior salão de arte da Região Norte, a partir do próximo dia 6. A mostra reúne obras de artistas convidados e também do acervo do MPEG. Com o tema ‘Ciência e Estética - um diálogo é possível’, os artistas pretendem mostrar a relação entre arte e ciência, através da estética. A exposição ficará no prédio da Rocinha e segue até o dia 30 de janeiro. O evento é realizado pela Fundação Romulo Maiorana. A curadoria fica por conta de Mariza Morkarzel.
A exposição traz obras dos artistas plásticos Vicente Rego Monteiro, da mineira Marilá Dardot, Júlia Amaral e do paraense Marinaldo Santos. ‘A intenção é mostrar as obras de arte contemporânea convivendo com o acervo de caráter científico e cultural’, explicou Mariza. Para ela, o evento marca mais um ano de parceria entre as instituições.
Júlia Amaral mostrará toda sua arte nos trabalhos desenvolvidos com insetos, como o besouro. ‘Depois de mortos, os insetos são fundidos em cobre ou prata, ficando com aparência de joias’, disse a curadora.
Já o trabalho do artista plástico Vicente Monteiro concentra-se nas cerâmicas. Na obra do artista, o público poderá conferir pinturas com referências das cerâmicas marajoaras e também das regiões do Baixo Amazonas, como Santarém.
O artista plástico paraense Marinaldo Santos, um dos convidados que irá expor no espaço, apresenta obras de arte plumária, ou seja, feita com plumas e penas. As obras do artista faz parte do acervo do Museu. De acordo com Mokarzel, a arte plumária é conhecida no mundo inteiro. Além disso, está presente em diversos museus, tanto no Brasil quanto em outros países.
Também farão parte da mostra as placas de Marillá Dardot. O trabalho de Marillá ganhará um novo espaço dentro do MPEG. ‘Cada placa tem uma espécie de frase poética, que se contrapõe com as ‘plaquinhas’ que existem no museu, como aquelas que têm escrito ‘é proibido pisar’. Ela introduz todo o lado poético dentro do jardim’, explicou Mariza. Cerca de 40 placas participarão da mostra. As obras pertencem ao Museu da Pampulha, em Minas Gerais. Para Mariza, o trabalho estabelece uma relação com a natureza. ‘Essa parceria marca a aliança da arte com o conhecimento de outra natureza, além de ter caráter educativo’.
Fonte: O Liberal




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