Criação de jacaré inova processo de ensino em curso técnico no Mato Grosso
Enviada em 26 de novembro de 2009 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
A criação e o abate do jacaré têm auxiliado no processo de ensino e de aprendizagem de alunos do curso técnico em agroindústria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso (IFMT). A iniciativa pedagógica foi apresentada nesta quinta-feira, dia 26, no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, em Brasília.
Firmada em 2003, uma parceria entre a instituição de ensino e a Cooperativa de Criadores de Jacaré do Pantanal (Coocrijapan) oferece estágio de 30 dias a estudantes do instituto, que participam desde a criação do animal em cativeiro, passando pelo abate, até o processamento final da carne.
O professor e pró-reitor de extensão do IFMT, João Vicente Neto, destacou os avanços alcançados pela atividade nesses seis anos. “Os ganhos são enormes, já que, além de conhecimento, os alunos têm ainda mais perspectivas de inserção no mercado de trabalho e podem colaborar para o desenvolvimento sustentável, através do domínio de técnicas para a preservação da fauna e flora”, apontou.
O pró-reitor lembrou que, entre as conquistas, estão ainda a obtenção do registro sanitário para a carne de jacaré e o aumento da eficiência na alimentação do animal, o que acabou diminuindo o tempo para se chegar à fase de abate.
De 2003 até agora, cerca de 30 alunos já passaram pelo estágio na cooperativa. Militar aposentado do Exército, José Henrique Barros, 46 anos, resolveu se matricular no curso e está gostando da oportunidade. No fórum, ele participa do estande do IFTM na Mostra Estudantil de Inovação Tecnológica e explica aos visitantes o funcionamento do criatório e todas as fases do processamento da carne do jacaré. “O curso também me proporciona conhecer melhor o ambiente natural que cerca o meu estado”, revelou.
Mais saúde - Do ponto de vista nutricional, a carne do jacaré é rica em proteínas, possui baixo teor calórico, baixa taxa de gordura, não contém gordura trans, colesterol e nem carboidratos. Na dieta dos animais em cativeiro não são utilizados aditivos químicos e nenhum tipo de medicação, tornando o alimento totalmente natural.
Uma das novidades apresentadas pelo IFMT no fórum é o salaminho confeccionado a partir das aparas da carne do jacaré. No produto, é embutida carne suína – cerca de 20% - para garantir maior textura e sabor. Já as peles são vendidas a indústrias de beneficiamento de couro para a confecção de artigos como bolsas, carteiras, cintos, botas, calçados, malas e roupas.
Fonte: Assessoria Fórum (Por Alexandre Abreu)




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