Em Manaus, polícia prende dez pessoas por crime ambiental
Enviada em 27 de novembro de 2009 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
Dez pessoas foram presas e autuadas em flagrante na manhã da sexta-feira, 27, em Manaus, por crime ambiental. Eles desmataram e queimaram árvores em uma área verde conhecida como invasão Paraíso Tropical, localizada na estrada do Tarumã próximo ao Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM).
A titular da Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema), Izolda Castro,afirmou que todos os presos já tinham passagem pela polícia pelo mesmo crime. Segundo ela, eles invadiram, desmataram e queimaram uma área verde com aproximadamente 500 árvores. Castro disse que esses invasores foram retirados do local há 15 dias, mas retornaram.
“É a quarta vez que notificamos esses invasores. Avisamos a eles diversas vezes de que lá (invasão Paraíso Tropical) é uma área que pertence ao município de Manaus e é proibido invasão de terra. Eles estão conscientes do por que de estarem aqui (na delegacia). Nós já havíamos retirados eles há 15 dias, mas eles retornaram a invadir a área. Há três dias voltamos a investigar o local e temos várias fotos que comprovam a invasão, inclusive, com carros deixando-os no local com ferramentas para desmatar”, comentou a delegada.
Foram presos: Waldeir Cleber Souza Colares, 31; João Bosco Alves de Souza, 48; Jucifrank Barbosa Siqueira, 22; Raimundo Castro, 45; Edvan dos Santos Pereira, 31; Francisco Souza da Silva, 50; Josué Coelho da Rocha, 35; Almir Alves, 54; Samara Claudia Ramos Batista, 40 e Francisco da Silva Madeira, 30. Com eles foram apreendidos ferramentas como terçado, machado, pá de metal e arame farpado.
Segundo a delegada, a área foi loteada e estava sendo vendida. Izolda Castro afirmou que um terreno de 18 por 20 metros quadrados era vendido por R$ 2 mil e, os invasores ainda parcelavam esse valor. A delegada revelou que dois empresários compraram a maior parte do terreno e pagaram aproximadamente R$ 100 mil. “Esses empresários denunciaram que foram enganados por uma pessoa que vendeu os terrenos para eles. Há um inquérito sobre esse caso”, disse.
A delegada informou que todos os presos irão responder por crime ambiental, baseado no artigo 20 da Lei 4947/1966 e poderão responder por pena de seis a três anos de reclusão. Izolda Castro disse que o crime é afiançável e o valor da fiança, determinado por ela, é de um salário mínimo.
Além da Dema, também participaram da operação de retirada dos invasores o Corpo de Bombeiro, o Batalhão Ambiental e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).
O coordenador da Sema, Cosme Reis do Nascimento, informou que a secretaria irá fazer um trabalho de recuperação da área. Segundo ele, haverá replantio de árvores nativas e também serão afixadas placas proibindo queimadas e corte de árvores no local.
Fonte: Governo do Amazonas
Foto ilustrativa




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