No Pará, tecnologia americana vai proteger o meio ambiente

Enviada em 15 de dezembro de 2009 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

O estado do Pará vai se utilizar de tecnologias desenvolvidas pelo estado americano da Califórnia na área ambiental. Num encontro reservado, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, acertaram a parceria. A Califórnia se destaca por sua economia verde e lidera o debate em torno da questão ambiental. Schwarzenegger aceitou o convite da governadora para visitar o Pará em agosto de 2010.

O encontro foi realizado na noite de ontem, 14, durante recepção oferecida ao governador californiano na embaixada dos Estados Unidos na Dinamarca. Ana Júlia participou do Fórum de Governadores da Amazônia junto com os governadores Binho Marques (Acre), Waldez Góes (Amapá), Eduardo Braga (Amazonas), Blairo Maggi (MT e Carlos Gaguinho (Tocantins).

Durante o evento a governadora paraense disse que a economia florestal é a saída para compatibilizar a reserva legal já alterada. “O desmatamento não vai ser combatido apenas com comando e controle, só poderá ser enfrentado com alternativas econômicas de produção e é isso que estamos fazendo no Pará”. Ela citou políticas como o Cadastro Ambiental Rural, a lei estadual da regularização fundiária, o programa de restauração florestal 1 Bilhão de Árvores para a Amazônia, o Zoneamento Ecológico-Econômico e o Fórum Paraense de Mudanças Climáticas.

O Pará possui pelo menos 20 milhões de hectares de áreas abertas que podem receber essas atividades, seja para o plantio de palmas, formação de pastagens, reflorestamento e produção alimentar em escala de pequeno, médio e grande porte.

A governadora voltou a cobrar dos países ricos que ajudem a proteger as florestas tropicais do mundo. “É preciso enxergar que na floresta vivem pessoas, que querem ter qualidade de vida”. Para isso, ela defendeu mecanismos de pagamentos como a Redução por Desmatamento e Degradação Evitados (REDD) e a flexibilidade do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) para financiar crédito de carbono do reflorestamento. “Os mecanismos para a conservação da florestal tem que ser responsabilidade de todos”, defendeu Ana Júlia.

Notícias da Amazônia (com informações Agência Pará)