Justiça condena a Albras e Alunorte

Enviada em 14 de janeiro de 2010 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

As empresas Albras e Alunorte foram condenadas a pagar quase meio milhão de reais a 15 moradores do município paraense de Barcarena, pelos prejuízos ambientais que causaram em 2004.  A decisão foi do juiz Raimundo Santana, da 1ª Vara da Comarca de Barcarena, que entendeu que as empresas foram responsáveis pela emissão de poeira preta que poluiu o distrito de Vila do Conde e afetou a saúde dos moradores.  Questionadas sobre o assunto, Albras e Alunorte garantem que não são culpadas pelo dano ambiental.

O pagamento de indenização, por danos ecológicos, materiais e morais, será apenas para os moradores que entraram com ação, no final de 2005.  Cada um receberá quatro salários mínimos, referentes ao tempo em que ficaram sem trabalhar, porque o problema fechou o comércio; e mais R$ 30 mil, por danos morais.

Os moradores alegaram em juízo que, no dia 23 de novembro de 2004, foram surpreendidos com o aparecimento de uma nuvem negra que poluiu toda a atmosfera de Vila do Conde, principalmente a zona da praia, onde residem e trabalham.  Pesquisas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Barcarena (Semmab) e do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves comprovaram que resíduos de combustão de hidrocarbonetos causaram danos à saúde dos habitantes, como alergias e problemas respiratórios.

Fonte: O Liberal