Tese de doutorado sobre gavião-real recebe prêmio de biologia

Enviada em 27 de janeiro de 2010 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

Tese de doutorado sobre gavião real recebe prêmio de biologia A tese de doutorado desenvolvida entre 2005 e 2009 sob orientação de professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e do Inpa

A tese Genética, Distribuição e Conservação do Gavião-Real (Harpia harpyja), defendida em 2009 pelo egresso do curso de doutorado em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), Aureo Banhos, recebe no dia 8 de fevereiro o Prêmio Novaes Ramires de Biologia e Conservação, da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ).

A premiação será entregue na sessão de abertura do 28º Congresso Brasileiro de Zoologia, que ocorre de 7 a 11 de fevereiro, em Belém (PA) e tem como tema Biodiversidade e Sustentabilidade.

É o terceiro prêmio que o estudo de Banhos recebe. Em 2007, ainda com os resultados prévios de sua tese, ele recebeu da Sociedade Brasileira de Genética (SBG), no 53º Congresso Brasileiro de Genética, o Prêmio de Melhor Trabalho de Pós-graduação em Genética, Evolução e Melhoramento Animal. Além disso, a tese também recebeu uma menção honrosa pela participação no Prêmio Silvio de Almeida Toledo Filho, por apresentar um dos cinco melhores trabalhos na área de Genética da Conservação.

Em 2009, o trabalho desenvolvido por Banhos recebeu no 3º Encontro de Genética da Região Norte o Prêmio Jovem Geneticista da Amazônia. A premiação é oferecida pelo Regional Norte da SBG.

A tese de doutorado de Banhos foi desenvolvida entre 2005 e 2009 sob orientação da bióloga e professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Izeni Pires Farias, e da pesquisadora do Inpa, Tânia Sanaiotti. Hoje, Banhos é professor adjunto da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), em Mossoró (RN), função que assumiu logo após terminar o doutorado no Inpa.

Segundo o pesquisador,  houve uma perda de 22% de diversidade genética do gavião-real na Mata Atlântica no período de 1963 a 2008 em comparação ao período de 1911 a 1953.

A perda de diversidade genética tem ligação direta com a redução das áreas de floresta. “É possível que a perda de habitat seja o fator principal para explicar a baixa diversidade genética. A teoria da genética de populações e conservação prediz que as populações que perdem habitat, tornando-se fragmentadas e isoladas, têm diversidade genética reduzida”, explicou Banhos.

Fonte: MCT