Agente federal do AM é preso no Rio após matar colega
Enviada em 15 de fevereiro de 2010 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
O policial Leonardo Schmidt, 26, lotado na Superintendência da Policia Federal no Amazonas, foi preso acusado de matar a tiros o colega, o também policial federal, Humberto José Filgueiras Barrense, 40. O crime ocorreu durante uma festa de música eletrônica na Marina da Glória, zona sul do Rio de Janeiro, na madrugada de ontem. De acordo com os organizadores do evento, Humberto tentava entrar armado com sua pistola 9 milímetros, mas ao ser impedido de entrar armado resistiu. Foi quando Leonardo interveio e acabou disparando contra o colega de profissão.
Humberto Barrense chegou a ser levado ao Hospital Souza Aguiar ainda com vida, mas não resistiu ao disparo e morreu. A mesma versão foi apresentada por outras testemunhas, porém, os relatos ainda não foram confirmados pela Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, responsável por instaurar o inquérito policial, processo criminal e processo administrativo.
O agente responsável pelos disparos estava de férias no Rio de Janeiro e era de Manaus. A vítima era lotada no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). Leonardo foi preso em flagrante e submetido a exame de corpo de delito. Em seguida ele foi conduzido ao presídio de Bangu 8, na Zona oeste do Rio, onde permanecerá pelos próximos dias.
O superintendente da PF no Amazonas, delegado Sérgio Fontes, classificou como uma ‘tragédia’ o episódio que envolveu os dois agentes federais. “É lamentável que isso tenha acontecido. O Leornado estava passando férias no Rio, ele sempre teve uma conduta disciplinar muito boa. Ainda não temos informações sobe as circunstâncias que geraram a tragédia, mas sabemos que ele fez os disparos em legítima defesa”, comentou.
Fontes acrescentou que nos próximos dias o departamento da Polícia Federal no Amazonas deverá receber uma cópia dos autos do flagrante, entretanto, não poderá fazer qualquer intervenção, tendo em vista que toda a investigação e medidas cabíveis serão efetuadas pela PF do Rio de Janeiro.
Em depoimento prestado na Delegacia de Homicídios da Barra da Tijuca, Leonardo confessou que fez os disparos que mataram Humberto. No entanto, o policial alegou que agiu em legítima defesa. A Polícia Civil vai buscar informações que expliquem a razão pela qual as imagens da câmera de segurança falharam no momento exato em que o crime foi cometido. O material será levado para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli, onde será periciado.
O superintendente da Polícia Federal do Rio, Ângelo Fernandes, lamentou que o crime tenha ocorrido em um ambiente de festa, com aglomeração de pessoas e comentou que o policial preso corre o risco de ser demitido da corporação. Fernandes disse que a Polícia Civil adotou a postura correta de prender o suspeito em flagrante e adiantou que Leonardo não será transferido para nenhuma unidade federal. Segundo ele, o suspeito seria irmão de um dos responsáveis pelo evento.
Coordenada
As imagens do circuito de televisão do local da festa foram solicitadas pela polícia para ajudar nas investigações. Entretanto, segundo a namorada da vítima, Carla Rodrigues Leite, 31, parte das imagens do circuito interno de segurança foram apagadas. “Uma parte da gravação sumiu. Essa gravação vai mostrar tudo, o cara baleando o Humberto. Ele sacou a arma, atirou e ainda disparou mais nele quando o Humberto já estava caído”, afirmou Carla. Após os disparos, houve pânico entre os cerca de quatro mil participantes da festa.
Fonte: Amazonas Em Tempo




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