Odebrecht e Camargo Corrêa desistem da usina de Belo Monte
Enviada em 7 de abril de 2010 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
O consórcio formado pelas construturas Carmargo Corrêa e Odebrecht acaba de desistir do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, previsto para o próximo dia 20.
A decisão foi tomada após um estudo rigoroso das condições do edital e das respostas que a a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou ontem a indagações feitas pelos técnicos das duas construtoras.
Com a desistência da Camargo e da Odebrecht, o governo, informado com antecedência, tenta às pressas convencer algum outro grupo empresarial a competir com o único consórcio que já registrou-se para a licitação, formado pela Andrade Gutierrez, a Neoenergia (associação entre a Iberdrola, a Previ e o Banco do Brasil) e dois autoprodutores de energia: a Vale e a Votorantim.
Na prática, a desistência deu-se quando as duas construtoras não aderiram ao cadastramento da Eletronorte, cujo prazo venceu hoje às 17h. Segundo as normas da licitação, os consórcios poderiam associar-se a empresas do grupo Eletrobras para participarem do pleito. Dado o tamanho do empreendimento, Camargo e Odebrecht só entrariam na disputa com a participação da Eletronorte.
Na hipótese de apenas um consórcio entrar no jogo, ficará extremamente comprometido o ambiente de competição que a ministra da Casa Civil e virtual candidata ao Planalto, Dilma Rousseff, deseja dar à construção da terceira maior hidrelétrica do mundo (depois de Três Gargantas, na China, e Itaipú).
Uma fonte do governo informou que Belo Monte sairá “de qualquer maneira, com um único consórcio ou com dez deles”. O governo ainda espera que a Brasken, empresa do grupo Odebrecht, associe-se a outro consórcio como autoprodutor de energia.
Fonte: Folha Online




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