Greve do Ibama para atividades de combate ao desmatamento
Enviada em 17 de abril de 2010 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
Licenciamento ambiental também está suspenso, o que preocupa o governo
A greve de servidores da área ambiental do governo paralisa no país um total de 60 operações de combate ao desmatamento, à pesca oceânica e à caça a animais em extinção. Algumas estão com estrutura montada, objetivo definido, mas sem condição de sair a campo.
A greve, definida no final do mês passado, envolve servidores de Ibama, Instituto Chico Mendes, Ministério do Meio Ambiente e Serviço Florestal Brasileiro. Uma próxima reunião entre servidores e governo está prevista somente para a semana que vem. Entre outros pontos, os grevistas pedem aumento de salário, reestruturação da carreira e melhores condições de trabalho.
As 60 ações prejudicadas são todas vinculadas ao Ibama. Segundo documento da coordenação de operações e fiscalização do órgão obtido pela reportagem, 690 servidores em greve estão escalados para essas operações, além de outros 214 funcionários de outros órgãos, como Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
“O governo anuncia com pompa a queda do desmatamento, mas isso somente tem sido possível por causa dos servidores”, afirma Jonas Moraes Corrêa, presidente da associação nacional dos servidores do Ibama. “A greve prejudica esse trabalho, [mas], sem condições de trabalho, mais para a frente o combate ao desmatamento será prejudicado de qualquer forma”, completa.
O desmatamento tem caído mês a mês na região amazônica. Entre agosto de 2008 e julho de 2009, foram desmatados 7.008 km2, o que representa uma redução de 45% em relação ao período anterior, quando a taxa foi de 12.911 km2.
Além da paralisia das operações, a greve dos servidores também mantém fechados os parques nacionais e estaciona todos os processos de licenciamento ambiental, o que preocupa o governo, já que isso afeta obras prioritárias do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), usado como vitrine da candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff.
Fonte: Folha de SP




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