Obras do novo Museu Amazônico ainda esperam liberação de recursos
Enviada em 20 de maio de 2010 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
Na Semana dos Museus, visitantes ainda são recebidos nas pequenas salas da sede atual de um dos mais importantes museus da região
Depois de quatro meses de obras iniciadas em 2009, o Museu Amazônico ainda aguarda a liberação dos recursos para a construção da sua nova sede. As obras foram interrompidas porque a empresa ganhadora da licitação, no valor de R$ 2,8 milhões, alegou problemas internos e para não dar continuidade ao trabalho. A previsão era de que a obra ficasse pronta em um ano.
Criado em 1975, em Manaus, o Museu foi implementado somente em 1989 e já deveria ter nova sede. Com a interrupção das obras, todo o recurso que havia sido passado à empresa foi devolvido aos cofres públicos e a Universidade Federal do Amazonas – UFAM, que administra o Museu, terá que realizar uma nova licitação assim que receber de volta os recursos do Ministério da Educação. De acordo com o diretor do Museu, Prof. Dr. Sérgio Ivan Gil Braga, ainda não há previsão para a realização de um novo processo licitatório.
O novo Museu foi projetado para ser construído no campus da UFAM. Com uma área três vezes maior que a atual, deverá abrigar uma biblioteca especializada em Amazônia, um restaurante e um amplo espaço para exposições, além das atividades que já existem, como o programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFAM (mestrado e doutorado).
De acordo com o diretor, para melhorar as condições de instalação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e também a reserva técnica documental do Museu, será locado um espaço em frente ao teatro Amazonas para essa finalidade.
A expectativa do diretor e de alunos que utilizam o espaço para estudar é a de que o novo Museu amplie o acesso ao patrimônio histórico e cultural da Amazônia. Atualmente a frequência estimada do Museu é de aproximadamente 23 mil visitantes anuais, entre estudantes de nível fundamental e médio, universitários, turistas nacionais e internacionais e a comunidade em geral. Braga explicou ainda que, mesmo com a transferência do Museu Amazônico para a nova sede, a atual sede será mantida como um espaço de exposições artísticas.
A expectativa é que, tão logo seja feita a licitação, dois anos sejam suficientes para a conclusão das obras. O novo prédio do Museu Amazônico terá uma estrutura que segue os padrões da arquitetura moderna. O projeto, que levará a assinatura da arquiteta Clara Asbun, prevê a construção de salas de aula, auditórios, bibliotecas e espaço específicos para documentações raras.
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Notícias da Amazônia (Por Camila Fiorese)




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