Projeto do Sesi quer aproveitar ao máximo a polpa do caju

Enviada em 6 de outubro de 2007 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

Brasília - O Brasil deverá produzir este ano 265,8 mil toneladas de castanha de caju. A produção da polpa da fruta será superior a 2,39 milhões de toneladas. Desse total, cerca de 1,9 milhão de toneladas são jogadas fora.

Para tentar reverter esse desperdício, o Serviço Social da Indústria (Sesi) lançou hoje (27), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Projeto Caju. Integrante do programa Cozinha Brasil, o projeto pretende capacitar trabalhadores nos cinco maiores estados produtores da fruta - Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia ? para fazerem comidas salgadas de alto valor nutritivo e baixo custo.

“Vamos fazer do caju um debate nacional. Não é possível que de uma fruta tão grande a gente aproveite apenas a castanha, que é a menor parte. Em cidades onde as pessoas estão com fome, polpa de caju está apodrecendo no chão”, disse o presidente, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde foram servidos pratos feitos com caju, como hambúrguer, pastel, vatapá e pizza.

O presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli, explicou que o órgão iniciará uma campanha de divulgação do projeto, que tem parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal do Ceará, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empreas (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

“Nossa intenção é percorrer os estados, nas escolas, nas feiras, nos shoppings, nos assentamentos rurais, nas empresas, nas universidades, enfim, tudo fazer para superar este crime de jogar fora, no lixo, milhares de toneladas de alimento de ótima qualidade”, afirmou.

Outra ação do programa é incentivar os produtores a trocarem os tradicionais cajueiros, com cerca de 12 metros de altura, pelos da espécie anão, que têm aproximadamente 2,5 metros e o dobro da capacidade de produção.

Fonte: Agência Brasil