Estados da Amazônia querem aperfeiçoar Educação de Jovens e Adultos

Enviada em 30 de abril de 2008 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

Sete dos nove estados da Amazônia legal começaram a duscutir ontem (29), em Manaus, propostas de políticas públicas voltadas ao aprimoramento da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Participaram do encontro representantes da sociedade civil, de movimentos sociais, de universidades, de conselhos de educação e das redes municipais e estaduais de educação do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
O obetivo é fazer um diagnóstico sobre a situação da Educação de Jovens e Adultos nesses sete estados. O levantamento servirá como base para que debatam e elaborem as propostas de aprimoramento da EJA no Norte e nas demais regiões do país.

O encontro regional é preparatório à 6ª Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confintea) - evento intergovernamental promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a cada 12 anos.

O encerramento do encontro da Região Norte, previsto para hoje (30), representa a efetivação das etapas brasileiras programadas pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com os governos municipais e estaduais. Nessas reunião, quatro eixos nortearam os debates: educação de jovens e adultos, estratégias didático-pedagógicas, intersetorialidade e gestão e financiamento.

Cada uma das regiões brasileiras é responsável pela elaboração de um documento contendo as recomendações dos estados. A técnica da Diretoria de Políticas de EJA do MEC, Adriana Andrés, ressalta que a expectativa do Ministério é que os diferentes atores envolvidos nas preparações para a 6ª Confintea dialoguem pensando formas de elaborar políticas públicas para Educação de Jovens e Adultos.

Para o representante da Unesco para a 6ª. Confitea, Timothy Ireland, o grande desafio aos encontros é fazer com que os governos entendam a importância de investir em EJA, já que há uma tendência em priorizar os investimentos na educação infantil. “Devemos ter uma visão sistêmica da educação, do começo ao fim. Investir na educação de adultos é também investir na educação de crianças porque, comprovadamente, filhos de pais analfabetos têm maiores probabilidades de deixar os bancos escolares e não têm apoio em casa par tirar dúvidas, por exemplo.”

Notícias da Amazônia (com Ag. Brasil)