No Pará, ministro alemão visita unidades de conservação e diz que governo alemão vai continuar financiando proteção de florestas
Enviada em 30 de abril de 2008 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
O ministro do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha, Sigmar Gabriel, garantiu que o governo alemão está disposto a continuar financiando projetos de proteção de florestas na Amazônia.
Acompanhado da secretária de Biodiversidade e Florestas, Maria Cecília Wey de Brito, o ministro visitou nesta quarta-feira a Floresta Nacional do Tapajós e a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, localizadas no Pará. O ministro - que está no Brasil em visita oficial, acompanhado por uma delegação de parlamentares e outras autoridades do governo e ongs - chegou ontem (29) ao Pará, onde cumpre agendas em Santarém e Belém.
De acordo com a prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins, a Alemanha já investiu mais de US$ 6 milhões em programas de preservação ambiental no município. Ela agradeceu ao ministro alemão pela parceria e registrou que muitos dos programas financiados pela União Européia acabaram virando políticas públicas.
Durante a visita, o Ministério do Meio Ambiente apresentou os projetos desenvolvidos para apoio das comunidades e povos tradicionais, que vivem da exploração sustentável dos recursos da floresta.
Na Resex Tapajós-Arapiuns, que abriga 3,5 mil famílias, o equivalente a 21 mil pessoas divididas em 70 comunidades, a delegação visitou a comunidade de Suruacá, administrada de forma conjunta pelo Governo Federal e populações tradicionais. A principal forma de subsistência da população é a extração de óleos de árvores como andiroba, copaíba e castanha do Pará. “O potencial fitoterápico da região é bastante significativo”, informou a chefe da Resex, Rosária Sena. Além disso, é tradicional o artesanato de palha de tucumã e sementes. As autoridades plantaram quatro árvores na comunidade.
A Flona do Tapajós é uma Unidade de Conservação (UC) de uso sustentável é um bom exemplo da riqueza da biodiversidade brasileira. Em seus 545 mil hectares - 20 vezes o tamanho do maior parque alemão - abriga seis tipos de floresta, além de 40 espécies de mamíferos, uma grande variedade de répteis e anfíbios e 224 espécies de aves. Nela vivem 30 comunidades, o equivalente a cerca de sete mil pessoas, segundo Daniel Penteado, chefe da Flona. Durante a visita, na comunidade de Jamaraquá, os alemães conheceram diversos projetos desenvolvidos na região, como o Oficinas Caboclas do Tapajós, que produz móveis com o aproveitamento de restos de madeira.
Ontem (29), em reunião em Alter do Chão, a 30 km de Santarém, o diretor de Articulação da Amazônia do MMA, Ronaldo Veigan, apresentou à delegação alemã nformações sobre dois projetos desenvolvidos pelo governo brasileiro na Amazônia: o projeto Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e o Programa Piloto de Proteção as Florestas Tropicais (PPG7). O PPG7, iniciado em 1995, já implementou 473 projetos demonstrativos e capacitou mais de 18 mil famílias. O Arpa criou até agora 22 milhões de hectares de novas UCs e está apoiando a implementação de outros 8,3 milhões de hectares em UCs já existentes.
Amanhã o ministro alemão visita o Museu Paraense Emilio Goeldi, em Belém.
Notícias da Amazônia (com agências)
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