Exclusivo - Ações de desenvolvimento e maior fiscalização garantem a sobrevivência da floresta, aponta WWF

Enviada em 29 de novembro de 2007 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

A WWF, organização não-governamental ligada ao meio ambiente tem se consolidado no trabalho de preservação e defesa à biodiversidade brasileira. Com escritórios em quase todos os estados desde 1996, a Organização implanta projetos que visam a conservação da natureza. No estado do Acre há uma estrutura montada há seis anos. Alberto Tavares coordena atualmente o escritório do estado e é supervisor do bloco Acre-Purus que inclui, além do Acre, o sul do Amazonas.

 

Um dos programas coordenado por ele é de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável – Pads, que tem como missão promover o desenvolvimento sustentável e a conservação da biodiversidade de toda a região amazônica nacional. “Com este programa é possível o controle e a valorização da vocação florestal e aquática da região”, destaca. O programa incentiva ainda a utilização sustentável dos recursos naturais, além do desenvolvimento de políticas públicas e educação ambiental. Através de parcerias com outras organizações não-governamentais são feitas atividades de campo na região.

 

Desafios como o desmatamento e o controle do tráfico ilegal de madeira ainda são obstáculos para o trabalho destas entidades. Dados do governo federal, através do sistema de monitoramento, registraram um aumento dos índices de desmatamento na região amazônica neste ano. No Acre, esse crescimento que por três anos consecutivos foi reduzido, já aponta um aumento de 3%. No caso do transporte ilegal de madeira, no início de novembro uma operação realizada pelo Ibama nos estados do Acre e Rondônia, foram apreendidos 19 caminhões transportando cerca de 250 metros cúbicos.

 

Para auxiliar em ações deste tipo, Alberto ressalta que a WWF aposta em parcerias com outras organizações da sociedade civil, na tentativa de construir um plano de estruturação e fortalecimento da governança florestal do estado. O que, segundo ele, tem o apoio das estruturas do estado. “O governo estado do Acre é um ator chave e tem se mostrado apoiador do processo. Outra frente de atuação é o fortalecimento da uma economia de base florestal sólida e fundamentada na sustentabilidade ambiental e responsabilidade social através da certificação”.

 

Problemas e soluções

Um dos pontos críticos no estado, segundo o Ibama, fica na região da Estrada Transacreana, em Rio Branco, onde é registrado frequentemente a saída de madeira sem documentação, especialmente de espécies protegidas por lei como a castanheira.

 

Outro exemplo de ações para o bem estar da Amazônia, encabeçado pela entidade é o Programa de Áreas Protegidas, que tem um importante papel na preservação da floresta. Segundo dados da Diretoria do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), essas áreas somavam 5 milhões de hectares no início do atual governo. Neste ano elas duplicaram. Alberto Tavares acredita que ações como essa são de grande relevância para consolidar um mosaico de áreas protegidas. “Garantem também a proteção de paisagens e espécies únicas, além e funcionarem como contenção do avanço da fronteira agropecuária na região”, complementa ele.

 

Mas o integrante da WWF aponta que, em alguns casos, existe uma falta de decisão política para decretação de algumas áreas, e sobretudo de recursos financeiros e estrutura institucional pública para garantir a sua implementação. Para ele, a sobrevivência da floresta depende dos esforços para frear atividades que ameaçam a integridade dos ecosssistemas ou o modo de vida tradicional das populações que vivem nela. Mas ele lembra que o desmatamento é hoje uma das maiores ameaças ä integridade da floresta e ao equilíbrio climático da região, do país e do planeta.

Fonte: NDA