Rondônia é estado campeão em crescimento do poder de compra

Enviada em 28 de novembro de 2007 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

Além da confirmação de que Rondônia possui o terceiro maior Produto Interno Bruto (R$ 12,9 bilhões) da região Norte, a pesquisa sobre o desempenho econômico recente dos Estados e do Distrito Federal, divulgada pelo IBGE esta semana sob o título “Contas Regionais 2002-2005″, traz outros dados expressivos sobre as profundas transformações hoje em curso na economia local.
 
“Os números apurados pelo maior instituto de pesquisa do país mostram como deixamos para trás o extrativismo primário, a pecuária exclusivamente extensiva, a agricultura de subsistência e a industrialização incipiente que predominavam até meados da década de 90″, afirma Marco Antonio Petisco, secretário de Estado da Agricultura, Produção e do Desenvolvimento Econômico e Social (SEAPES). Conforme análises por ele encomendadas às equipes técnicas da secretaria, a mudança no perfil produtivo evidencia-se por vários indicadores.

Um dos mais eloqüentes é o aumento na participação da indústria de transformação (de 6,2 para 9,5%) na composição do PIB, o que revela a efetiva agregação de valor às cadeias produtivas regionais: “Carne e leite são os carros-chefes deste movimento, pelo complexo de produtos oferecidos a partir destas matérias-primas - leite UHT, leite em pó, condensado, carnes de cortes especiais - tanto para o mercado interno como para a exportação”, destacou o governador Ivo Cassol, ao comentar os números positivos do PIB, citando também os setores madeiro-moveleiro, de fornecimento de insumos para a construção civil (brita, granito e argamassa), forros em PVC, vidros temperados, quadros elétricos, entre outros, muitos deles incentivados no bojo do Programa de Incentivo Tributário administrado pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Conder).

O setor de serviços também aumentou de 27,1 para 27,8% sua fatia no bolo das riquezas aqui produzidas: o percentual engloba os subsetores de alimentação, alojamento, transportes, armazenagem, correios, intermediação financeira, seguros, previdência complementar, atividades imobiliárias e aluguel, sinalizando uma ênfase na circulação de dinheiro em atividades urbanas, tipicamente cosmopolitas.
Ainda assim, continua inegável o peso da agricultura, silvicultura, exploração florestal, pesca e pecuária no somatório dos bens e serviços produzidos pela População Economicamente Ativa (PEA) de Rondônia. Juntas, estas atividades respondem por 20,6% daquelas riquezas, índice superado apenas pela administração pública - Executivo, Judiciário e Legislativo estaduais e mais prefeituras e câmaras de vereadores de 52 municípios.

Sobre a renda da PEA de Rondônia, que soma um contingente de 770 000 pessoas entre 16 e 64 anos, o IBGE confirmou que ela é a maior de toda a Região Norte, R$ 880,00, superior inclusive à da região metropolitana de todas as capitais do Nordeste, a exemplo de Fortaleza, Recife e Salvador.
Ainda sobre a distribuição de renda, entre todos os Estados da região Norte, Rondônia apresenta o segundo maior PIB per capita – que expressa o resultado da divisão do produto interno bruto pelo total da população. Aqui, o indicador alcançou os R$ 8.408,00 em 2005, cifra que é 78,4% superior àquela registrada em 2003 (R$ 6.594,00).

Destaque também para o fato, atestado pelo IBGE, que Rondônia foi o campeão nacional em crescimento deste indicador. Em todo o Brasil, a razão PIB/população cresceu 9,03% de 2004 para 2005; na região Norte, o aumento foi de 8,49%. Rondônia mostrou um desempenho muito superior: incremento de 16,63% de um ano para o outro.

Com a nova metodologia de cálculo utilizada pelo IBGE na amostragem “Contas Regionais 2002-2005″, que revisou inclusive números já consolidados, o indicador PIB per capita traduz o nível de riqueza econômica, expresso por uma distribuição de renda mais eqüitativa e maior acesso da população ao consumo de bens e serviços de toda natureza.

“Estamos trabalhando para construir uma sociedade economicamente saudável, capitalizada, com atividades produtivas de alto valor, ao mesmo tempo em que sustentamos um padrão de distribuição de renda para a população compatível com nossa estrutura social e com os recursos humanos, financeiros e gerenciais à disposição da administração pública estadual”, ressaltou Petisco, ao receber o documento com as análises sobre a pesquisa do IBGE realizadas pelas equipes técnicas da SEAPES.
 
Fonte: Seapes/Secretaria da Agricultura