Federal do Maranhão desenvolve fitoterápico para tratamento de HIV
Enviada em 17 de maio de 2008 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
A pesquisa passou a ser desenvolvida na UFMA em 1990. De lá pra cá, foram alcançados avanços significativos no tratamento dos pacientes soropositivos
Tunera guynensis L. Essa é a matéria-prima que a professora Dra. Terezinha de Jesus Almeida Silva Rego, do Departamento de Farmácia da UFMA, utiliza há 18 anos no desenvolvimento de um fitoterápico para tratamento em soropositivos.
Hoje, um grupo de 33 pessoas recebe o tratamento a base dos medicamentos fitoterápicos. Cada um consome mensalmente em média 300ml da tintura. “Nós atendemos soropositivos de todas as regiões da grande São Luis à procura de atedimento. A questão etária também é muito abrangente. Nossa paciente mais nova possui apenas 17 anos e o mais velho, 58”, conta a pesquisadora ao ressaltar o grande acolhimento de seu projeto.
O tratamento consiste na ingestão da tintura da Tunera guynensis L., conhecida como Chanana. “A planta tem propriedades energéticas. Desta forma, o corpo, enfraquecido pela ação do vírus, se tonifica e reage melhor no combate às infecções oportunistas em conjunto com os medicamentos alopáticos (de base química)”, explica Terezinha.
Plantio
O plantio da chanana utilizada na fabricação dos medicamentos ocorre dentro da própria Universidade, no herbário Berta Lange de Morretes. “ A pesquisa é realizada desde 1982 e começou em Campinas (SP). A demanda por envio da chanana cultivada em São Luis sempre foi grande devido à composição química do solo maranhense, que favorece o desenvolvimento de princípios ativos na planta, o que não acontece em outros solos”, esclarece a professora.
A pesquisa passou a ser desenvolvida na UFMA em 1990 e, desde então, vem alcançando avanços significativos no tratamento dos pacientes soropositivos. “Ao trazer a pesquisa para a Universidade Federal do Maranhão, nós percebemos que a tintura era mais eficaz que o chá da planta, utilizado na terapia de pacientes de Campinas. A tintura tem a vantagem de permanecer própria para consumo por um período de um ano, ao contrário do chá, que logo evapora”, complementa Terezinha, que lembra que este e outros fitoterápicos desenvolvidos pela Universidade estão ao alcance de todos os interessados, bastando que estes se cadastrem junto ao Departamento de Farmácia da Universidade.
Notícias da Amazônia (com informações UFMA)




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