Produtos amazônicos podem ser incluídos no Comércio Justo
Enviada em 20 de maio de 2008 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
Artesanato, flores tropicais e produtos alimentícios como açaí e guaraná, entre outros, podem ser incluídos no Comércio Justo que movimenta bilhões de dólares pelo mundo
Manaus/AM - Artesanato, flores tropicais e produtos alimentícios como açaí e guaraná, entre outros, são produtos amazônicos com potencial para serem inseridos no Comércio Justo. Trata-se de modalidade internacional de ‘mercado ético’ em que as relações de compra e venda são baseadas no respeito ao meio ambiente, à comunidade e a boas práticas de produção e comércio.
A afirmação é do gestor do Comércio Justo do Sebrae no Amazonas, Elcimar Barroso. “O guaraná de Maués, município localizado 276 quilômetros a oeste de Manaus, é um produto que tem grande potencial para ser inserido no Comércio Justo. Mas há outros produtos do Amazonas que podem receber o mesmo tratamento”, assegura o gestor.
Barroso ressalta que o Sebrae no Amazonas tem realizado várias feiras e exposições em que se pratica o Comércio Justo. Um desses eventos, segundo ele, ocorreu nos dias 7 e 8 de maio. Foi a exposição ‘Sebrae mostra o que faz’. “Nesta exposição mostramos produtos que podem ser inseridos dentro do Comércio Justo. Uma das vantagens desta modalidade é que o consumidor adquire o produto diretamente do produtor a preço mais acessível, sem a participação do atravessador. Essa relação permite a prática de preço justo tanto para quem compra quanto para quem produz”, explica.
Sites especializados informam que o Comércio Justo movimenta bilhões de dólares todas os anos e esta se tornado uma alternativa de mercado cada vez mais comum em países em fase de desenvolvimento. No Brasil, segundo dados da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), foram identificados cerca de 15 mil empreendimentos econômicos solidários, como são chamados os praticantes do Comércio Justo, chegando a um faturamento acima de R$ 500 milhões por ano. Os principais mercados para o Comércio Justo estão na Europa e Estados Unidos.
A diretora-técnica do Sebrae/AM, Maria José Alves da Silva, informa que maio é considerado o mês do Comércio Justo, pois no dia 10 comemora-se o Dia Mundial do Comércio Justo (World Fair Trade Day). Durante todo o mês são realizadas campanhas mundiais pelo Comércio Justo, que está presente em mais de 70 países, complementa. O objetivo é conectar produtores e consumidores ao redor do mundo. “A nossa ‘Feira Sebrae mostra o que faz’ foi mais uma ação relativa ao mês do Comércio Justo. Além disso, temos realizado palestras, grupos de estudo, desfiles de moda, entre outros eventos que promovem os objetivos do Comércio Justo, que é em síntese, promover um mundo melhor por meio do comércio ético, sustentável e solidário”, afirma a diretora.
O líder Unidade de Atendimento Individual e Mercado do Sebrae/AM, Sávio Ramos, informa que a Instituição no Estado trabalha com a certificação do Comércio Justo em Urucará, a 261 quilômetros ao sul de Manaus; Codajás, a 240 quilômetros a sudoeste de Manaus; e Maués, a 276 quilômetros a leste de Manaus. “Estes municípios já possuem o selo de produtos orgânicos, que dá acesso aos principais mercados mundiais e possuem reconhecimento internacional. Essa valorização garante uma melhoria na qualidade de vida dos agricultores e apresenta ao grande público um produto certificado e próprio para o consumo humano”, diz.
Ramos explica que para que os produtores sejam certificados, devem ser avaliados, entre outros aspectos, o produto e sua capacidade de produção, respeito ao meio ambiente, acesso ao mercado em potencial e sua provável aceitação no mercado nacional e internacional, além da igualdades de sexos no trabalho e gestão do grupo. “O Comércio Justo concentra suas atividades em três princípios básicos: o apoio às bases produtivas, o desenvolvimento do mercado do ponto de vista comercial e a criação de um mercado ético e consciente em busca da justiça. Em alguns casos, consegue-se um preço acima do que seria pago no mercado convencional este valor retorna para a comunidade que deve discutir sua utilização para o bem comum de todos”, finaliza.
Serviço:
Sebrae/AM – (92) 2121-4900
Fonte: Agência Sebrae de Notícias




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