Academia Brasileira de Ciências elabora proposta para desenvolvimento científico da Amazônia
Enviada em 30 de maio de 2008 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
Os nove estados da Amazônia Legal possuem 140 cursos de mestrado acadêmico, 39 de doutorado e 6 de mestrado profissionalizante
A Academia Brasileira de Ciências (ABC) está em fase final de elaboração de uma proposta para um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia. A idéia é que somente a ciência, a tecnologia e a inovação podem mostrar o caminho de como utilizar o patrimônio natural sem destruí-lo. O documento, que deve ser finalizado no mês de junho, será entregue ao presidente da República e também a diversos ministérios como o de Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e o de Assuntos Estratégicos que, segundo a assessoria da Academia, tem demonstrado interesse por meio do seu ministro, Mangabeira Unger.
O documento tem por objetivo contribuir para que, no projeto de desenvolvimento da região Amazônica, seja incluído também o desenvolvimento científico e tecnológico. Segundo a versão preliminar do documento, é necessária uma “Revolução Científica e Tecnológica na Amazônia que deverá ter caráter transdisciplinar como mola mestra de um novo paradigma de desenvolvimento, juntamente com o fortalecimento dos espaços de participação e promoção da modernização e da capacidade de adaptação às mudanças nas estruturas e culturas institucionais” . O processo vai exigir também a definição de mecanismos de difusão da informação e de planejamento regional, para que atinja a estrutura regional e possa se organizar em um novo padrão.
Para o assessor da ABC, Marcos Cortesão, a proposta elaborada pelo grupo de trabalho - coordenado pelo presidente da Academia, Jacob Palis Junior - é uma contribuição da ABC para o debate sobre as questões da Amazônia.
Propostas urgentes
Os principais desafios considerados urgentes pela proposta são: a criação de novas universidades públicas que atendam às meso-regiões que possuem densidades populacionais e que justifiquem tal investimento; a criação de institutos científico-tecnológicos associados ao ensino e pesquisa tecnológica que descentralize infra-estrutura de ciência e tecnologia e permita a articulação de uma rede de grande capilaridade; a ampliação/fortalecimento da pós-graduação que expanda de forma expressiva a formação, atração e fixação de pessoal altamente qualificado em ciência, tecnologia e inovação; e o fortalecimento das redes de informação na região que sirvam para dotar a região com uma rede com banda mínima de 2 Gbps.
A ciência e tecnologia na Amazônia
Os nove estados da Amazônia Legal possuem 140 cursos de mestrado acadêmico, 39 de doutorado e 6 de mestrado profissionalizante (4,8% dos 3.854 cursos existentes no Brasil em 2007). Apesar do enorme esforço feito pelas instituições de ensino superior e de pesquisa da região, não há condições objetivas, segundo o documento da ABC, para modificações substanciais se não for definida uma política integradora, envolvendo ministérios e órgãos do Governo que definam essa questão como prioritária.
Clique para ver a versão preliminar na íntegra
Notícias da Amazônia (por Camila Fiorese)




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