Amazônia concentra maior número de casos de hepatite B no Brasil

Enviada em 15 de dezembro de 2007 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

Manaus - O médico gastro-hepatologista Flamir Victória, da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT/AM), disse ontem (14), que a hepatite B é um problema endêmico parcialmente resolvido no estado. Segundo ele, a FMT registra pelo menos 720 novos casos de hepatite B por ano e a Amazônia é a área do país com maior número de pessoas infectadas pela doença.

A maioria dos pacientes está na faixa etária entre 20 e 30 anos e descobre a doença quando já está em grau avançado. “Atendemos em torno de 400 pessoas por mês no ambulatório de patologia de fígado da FMT, por mês. Destes, 60% são por problemas de hepatite B e a maioria deles é de pacientes crônicos”, disse Flamir Victória.

A maior incidência está na região do Alto Solimões, onde se estima que 20% da população da área esteja infectada com o vírus da hepatite B. Em Manaus, este índice é de apenas 5%. “O foco maior são os portadores que não foram vacinados, pois a doença evolui nestes indivíduos. Contraída na idade adulta, o risco é menor”, falou o especialista da FMT.

A vacina contra a hepatite B é obrigatória para a mãe e a criança recém nascida. A vacinação tem que ser feita ainda na maternidade.

Diagnóstico

Para detectar a hepatite B, são feitos exames de sangue específicos cujo resultados ficam pronto em cinco minutos. Quanto maior a rapidez na detecção da doença, maior a possibilidade de dar certo o tratamento e o fígado ser descompensado dos problemas acometidos.

Atualmente, estima-se em 2 milhões o número de brasileiros tiveram contato com a hepatite B, dos quais 300 mil necessitam de tratamento, mas apenas 9 mil foram notificadas e estão se tratando. Por isso, a desinformação e a sub-notificação da doença são grandes problemas para o diagnóstico e o tratamento contínuo da hepatite B.

Mais contagiosa

A hepatite B é uma doença sexualmente transmissível que se desenvolve de forma silenciosa e é 20 vezes mais contagiosa do que a Aids. Ela ataca o fígado e não tem cura, mas pode ser controlada por meio de tratamentos a base de injeções e comprimidos, que ajudam a manter o vírus indefinidamente desligado.

Fonte: Três Comunicação