Diretor do Dnit prevê conclusão das eclusas de Tucuruí no final de 2009

setembro 6, 2008

Depois de longos 29 anos de construção das duas eclusas da Hidrelétrica Tucuruí, situada no rio Tocantins, no Pará, as obras serão finalizadas em dezembro de 2009. A previsão foi dada pelo diretor de Transportes Aquaviários do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Michel Dib Tachy, que afirmou também que em junho de 2010, depois de passarem por testes, as duas eclusas serão liberadas para utilização. 

O complexo que deverá ser finalizado no próximo ano inclui a eclusa 1, a eclusa 2 e o canal intermediário de 5,5 km que liga as duas. As eclusas têm um calado de profundidade de 3,5 m, uma câmara de 33 metros de largura e 210 metros comprimento. O limite de tamanho das embarcações que podem passar pelas eclusas é de até 32 metros de largura e 200 metros de comprimento.

De acordo com o diretor do Dnit, para serem liberadas para a navegação, ainda  falta concluir parte da eclusa 1; outra grande parte da eclusa 2, incluindo a etapa de restituição, que é a saída da eclusa para o rio Tocantins; e um pouco do canal de ligação das duas eclusas.

O custo total das obras do sistema das duas eclusas está avaliado em R$ 1,5 bilhão desde o início das obras, ainda em 1980. O alto custo deve-se às diversas vezes em que foi paralisada a construção. Segundo o diretor foram mais de cinco vezes.

Benefícios da obra

O tráfego de embarcações no rio Tocantins vai permitir o transporte de 70 milhões de toneladas por ano. “As eclusas serão de grande importância não só para a região, mas também para o Brasil, pois na medida em que o crescimento da produção de grãos cresce no país, elas vão facilitar permitindo que se escoe parte da produção”, explica o diretor.

Particularmente para a região de Tucuruí o diretor destaca que será criada uma área de turismo, além do desenvolvimento de produções adicionais nas margens da hidrovia devido ao baixo custo do transporte. “As eclusas darão um potencial de desenvolvimento extraordinário para a região”, afirma. 

Segundo ele, existem mais de 24 eclusas espalhadas pelo Brasil, mas são pequenas se comparadas com as de Tucuruí na hidrovia Tocantins-Araguaia e a da hidrovia Tapajós-Teles Pires, eclusas de grande porte que estão sendo construídas pelo DNIT.

Notícias da Amazônia (por Camila Fiorese)