Cultura típica da Baixada Cuiabana rende bons negócios a artesãos
setembro 5, 2008
Feira de Artesanato montada dentro do tradicional Festival de Cururu e Siriri, em Cuiabá (MT), rendeu quase R$ 12 mil aos 20 núcleos produtivos de artesãos que participaram do evento
Cuiabá/MT - Com peças inspiradas nas manifestações culturais do cururu e do siriri, artesãos da Baixada Cuiabana conseguiram fazer bons negócios durante a realização do tradicional Festival de Cururu Siriri. A Feira de Artesanato que funcionou no evento rendeu quase R$ 12 mil aos 20 núcleos produtivos de artesãos presentes.
“Considero a comercialização bastante significativa, mesmo não sendo uma quantia tão alta. É preciso observar que foram vendidas muitas peças a preços baixos”, diz a técnica da Unidade de Artesanato do Sebrae em Mato Grosso, Lusia Cristina Freitas Souza.
O artesão Jânio Dutra Olímpio avaliou como positiva a participação no Festival. A venda das peças utilitárias e decorativas, e das pequenas lembranças que produz a partir de madeira reciclável, caixotes e sobras de marcenaria, chegou a R$ 1,7 mil.
Nascido em Rondônia, Jânio Olímpio começou a fazer artesanato ainda menino na marcenaria do pai. Além dos chaveiros na forma de viola-de-cocho, ele faz miniaturas de pilão, de bichos regionais, caminhos de mesa, suporte para panelas, caixas e outras peças.
Quem também comercializou quase toda a produção foi Lupércio José dos Anjos. O artesão faz peças diferentes e coloridas a partir de latas de diversos tipos e tamanhos. São lamparinas, vasos de flores e mandalas criadas a partir do formato de cada lata utilizada. Uma marca registrada do trabalho do artesão é a pintura extremamente colorida. Suas peças foram vendidas a preços que variaram de R$ 5 a R$ 60.
Cores vibrantes são também as características principais das toalhas, caminhos de mesa, panos de prato, bate-mão, aparadores de prato, prendedores de guardanapos, jogos americanos, aventais e muitas outras peças feitas pelo grupo de costureiras e bordadeiras da coleção Kuyaverá – referência ao nome indígena da capital mato-grossense.
O tema principal da coleção apresentada durante o Festival de Cururu Siriri foram exatamente o cururu e o siriri. Em algumas peças como os aventais, além das aplicações em chita – tecido usado nas roupas dos brincantes de cururu e siriri -, são bordados fragmentos de letras de músicas entoadas pelos ‘cururueiros’.
Cleonice Medeiros, coordenadora do núcleo, diz que a edição 2008 do Festival do Cururu e Siriri foi melhor do que o que 2007. “Vendemos bastante e divulgamos o nosso produto para o grande público que participou do evento”, assinala.
Cururu e Siriri
O cururu e o siriri são duas importantes manifestações do folclore e da cultura da Baixada Cuiabana. O cururu é uma dança folclórica regional típica da região Centro-Oeste. Já o siriri lembra brincadeiras indígenas com ritmo e expressão espanhóis e portugueses em que a música enfoca o cotidiano de forma simples e alegre. Ambas as manifestações são muito comuns nos festejos religiosos, como Festa do Divino, de São Benedito, São Gonçalo, entre outros.
Por essa tradição, o cururu e siriri foram incorporados nas peças produzidas por diversos artesãos da região da Baixada Cuiabana, que recebem apoio do Sebrae em Mato Grosso. A maioria das peças retrata o rico universo dessas duas manifestações culturais.
A sétima edição do Festival de Cururu Siriri levou mais de 10 mil pessoas ao tradicional bairro do Porto, em Cuiabá. O evento, promovido pela Prefeitura Municipal de Cuiabá com o apoio do Sebrae em Mato Grosso, foi encerrado no dia 30 de agosto.
Serviço:
Sebrae em Mato Grosso – (65)3648-1262
Fonte: Agência Sebrae de Notícias



