Exército brasileiro entra em regime de alerta na Amazônia
Enviada em 28 de dezembro de 2007 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
O Comando Militar da Amazônia (CMA) está acompanhando a operação de libertação dos reféns das Farc em regime de alerta - mas não de prontidão. Segundo um oficial da área ouvido pelo Estado, os batalhões e pelotões da fronteira foram orientados a manter atenção especial, embora o plano de recebimento dos três prisioneiros da guerrilha tenha previsto cenário distante do território brasileiro.
O complicado plano de entrega dos três reféns procura garantir espaço e tempo para que os guerrilheiros possam retornar à segurança da selva antes de uma eventual reação das forças colombianas.
De acordo com a analista espanhola Mari Garcia, do Instituto Elcano, “o comando das Farc teme a presença de aviões de inteligência com capacidade de rastreamento de movimento de pessoas em terra por sensoriamento térmico e de radioescuta”. A Força Aérea da Colômbia dispõe de uma versão do veterano C-47, uma aeronave bimotor construída há cerca de 60 anos, rebatizada AC-47T Fantasma. Depois de ter sido muitas vezes revitalizado, o avião recebeu armas pesadas - morteiros, metralhadoras .50, lançadores de foguetes e mísseis - além de sensores eletrônicos para captação de som e imagem. A frota envolve ainda o pequeno S-A37 com capacidade de acompanhamento de sinais de telefonia.
Mari Garcia lembra que operam a partir da base de Manta, no Equador, arrendada aos Estados Unidos, esquadrões de jatos pesados, do tipo Awacs, capazes de localizar outras aeronaves a grandes distâncias, “facilitando uma ação da tropa colombiana logo depois de que todos os reféns estivessem livres” explica. Na região, apenas a força aérea do Brasil conta com recursos iguais - os jatos R99B, de sensoriamento remoto, não envolvidos nesta operação.
Fonte: O Estado de São Paulo




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