Reserva Chico Mendes luta contra a devastação

outubro 5, 2008

Após duas décadas da morte de Chico Mendes, a reserva extrativista que leva o seu nome, resiste a devastação. O local é a principal fonte de renda de milhares de pessoas que vivem na floresta.

Clique aqui para ver a reportagem da Via Brasil, da Globo News

Duas décadas depois da morte de Chico Mendes, o líder dos seringueiros, a extração do látex da seringueira é uma cultura que continua sendo a principal fonte de renda para milhares de pessoas que vivem na Floresta Amazônica. O aumento da ocupação da Região Norte por fazendeiros, incentivados pelo Governo Federal a comprar terras na Amazônia, no entanto, levou seringueiros a criarem reservas extrativistas.

As reservas, segundo os seringueiros, surgiram como alternativa para o desenvolvimento sustentável para a Amazônia. No Acre, são ao todo cinco reservas, entre elas a Reserva Extrativista Chico Mendes, criada em 1990.

Na Reserva Extrativista Chico Mendes, que tem 970 mil hectares, vivem aproximadamente 2 mil famílias, que têm como principal fonte de renda a extração da castanha e da borracha. O território da reserva abrange seis municípios e é protegido por apenas dez funcionários do Instituto Chico Mendes, que fiscalizam toda a área.

“Nós temos um contingente muito pequeno e para suprir as necessidades de fiscalização da reserva temos contado com o apoio de outras forças, como policiais, o Exército e a Polícia Federal. Ainda assim, isso ainda é insuficiente para podermos conter todos os problemas que existem dentro da reserva”, afirma Sebastião Santos da Silva, chefe da unidade.

Para conseguir vencer o desafio da fiscalização, Silva diz que procura trazer a responsabilidade para os moradores da comunidade. “Uma vez que eles recebem a concessão de uso, eles têm que se responsabilizar pela fiscalização desse recurso”, afirma. Nas reservas extrativistas não há títulos individuais de propriedade.

A construção de uma usina em Xapuri para a produção de preservativos masculinos a partir do látex nativo reativou o interesse dos seringueiros pelo corte da seringa. Para 2008, a expectativa de produção é de 250 toneladas, quase o dobro de 2007. Desde a criação da reserva, a energia elétrica já chegou à comunidade e os moradores têm a oportunidade de estudar dentro da reserva.

Fonte: Via Brasil/Portal G1