Banco da Amazônia contabiliza benefícios do primeiro ano de seu programa socioambiental
Enviada em 10 de janeiro de 2008 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
O programa Amazônia Recicla do Banco da Amazônia, com apenas 01 ano, ajudou a implementar a coleta seletiva na instituição e solidariamente melhorou as condições de vida de diversas famílias excluídas econômica e socialmente, pois recebem todo o material que é coletado e selecionado do Banco. Com isso, cria-se a possibilidade de novas fontes de renda a partir da venda desses materiais. É sobre os benefícios sociais e ambientais desse programa que o Gerente de Patrimônio, Francisco Moura, vai explicar a seguir: 1) Quais os principais objetivos do Programa Amazônia Recicla?O programa tem por finalidade desenvolver nos empregados, estagiários e até familiares uma consciência ambiental, estimulando a mudança de valores e hábitos comportamentais na empresa, como o trabalho em equipe, o não desperdício e o uso racional de recursos.
Também pretende reduzir o volume de lixo gerado pelo Banco, contribuindo para a redução da necessidade de áreas de terra destinada aos lixões e aterros e para a redução da poluição; prover nova fonte de insumos e estímulos para os crescentes negócios de reciclagem na Amazônia; elevar a oferta de materiais separados na fonte, o que permite, às cooperativas e associações de catadores, a geração de trabalho e renda fora dos lixões; fortalecer o papel do Banco da Amazônia como um exemplo de empresa com responsabilidade ambiental em uma região onde as ameaças ao meio ambiente são gravíssimas; e contribuir para promover a consciência ambiental da comunidade amazônida em geral.
2) De que forma o Programa promove benefícios sociais?
Por meio desse programa e em consonância com o Decreto Presidencial nº 5.940 do governo federal, o Banco da Amazônia destina todo o material coletado e selecionado pelos seus empregados a associações e cooperativas de catadores de resíduos sólidos. Os trabalhadores dessas entidades têm a oportunidade de ter uma fonte de renda fora dos aterros sanitários, a partir da venda desses materiais. Dessa forma, são incluídos na sociedade e os possibilita se organizarem por meio dessas cooperativas, formalizando cadastros e fortalecendo o empreendedorismo do segmento dos catadores.
Vale ressaltar que o Banco participa de uma rede de órgãos públicos federais com o objetivo de ampliar o número de grandes geradores e ao mesmo tempo, buscar soluções que contemplem as dificuldades de logística, capacitação e recursos, e aprimorem a capacidade de gestão e de produção dessas cooperativas e associações de catadores.
Segundo Jonas da Silva, tesoureiro da Cooperativa de catadores de materiais recicláveis da Terra Firme é uma satisfação ter um Banco desse porte engajado em projetos voltados para a coleta seletiva e reciclagem. Jonas afirma que após o pioneirismo do Banco da Amazônia em direcionar atividades específicas em prol das cooperativas, estas passam por uma crescente em relação ao reconhecimento da sociedade e de entidades governamentais. O apoio institucional dessa rede de órgãos públicos é essencial para respaldar a aplicação de recursos por parte de organismos nacionais e até internacionais, que já iniciaram diagnóstico socioeconômico do segmento de catadores na Região Metropolitana de Belém, com vistas a direcionar recursos que assegurem melhores condições de vida e trabalho, como a estrutura dos galpões, maquinário e equipamentos de segurança.
3) Ao todo quantos trabalhadores são beneficiados com este programa?
São 527 catadores, em uma área de abrangência em seu projeto piloto de nove gerências regionais, em 21 agências localizadas nas capitais dos Estados da Amazônia legal, na Matriz, em Brasília, nas capitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com expansão programada para as cidades de Abaetetuba, Altamira, Marabá, Bragança, castanhal, soure e Capanema, no Estado do Pará; Caxias e Gajajaras, no Estado do Amazonas; Macapá (AP), Porto Nacional (TO), Tangará da Serra (MT) e Xapuri (AC).
4) Quais os benefícios ambientais que o Programa gera?
O gerenciamento de resíduos sólidos por meio da reciclagem é um dos cuidados que uma empresa responsável tem que ter quando atua responsavelmente em relação às entradas e saídas de seu processo de produção. A reciclagem contribui para reduzir a pressão por recursos primários existentes na natureza, para a redução da poluição relacionada com a extração e com o processamento de materiais virgens e para a redução do volume de lixo em aterros.
Por outro lado, quando não reciclados, os materiais descartados inadequadamente contaminam o solo, a água e o ar.
Ao destinar à reciclagem mais de 227 toneladas de resíduos desde 2005, o Amazônia Recicla contribui, conseqüentemente, para melhorar a qualidade do ambiente e a saúde da população relacionados com esses indicadores. Desse total, 222.680,7 kg foram de resíduos de papel, gerando economia de energia, água e matéria-prima.
Sabendo-se que cada tonelada de papel reciclado evita o corte de aproximadamente vinte árvores, a destinação de 222,7 toneladas contribuiu para reduzir a pressão sobre os recursos florestais em 3.711 árvores.
Outro aspecto importante considerado para a redução do impacto ambiental é a utilização de papel reciclado em documentos internos, produtos e embalagens. Nesse caso, a relevância está no fato de que é o papel uma das maiores entradas e saídas em uma empresa administrativa como o Banco da Amazônia.
O Banco vem, gradualmente, substituindo o papel clorado por papel reciclado em seus documentos internos e externos, como parte de uma estratégia de minimização do consumo de recursos naturais.
No âmbito interno, o papel reciclado passou a ser utilizado em cartões de visita e na Folha Individual de Pagamento dos funcionários, esta última desde 2005. Da mesma forma, diversas publicações internas, entre elas a “Revista Amazônia: Ciência e Tecnologia” e a “Revista Intercâmbio” passaram a utilizar essa tecnologia “verde” para a sua produção.
O Banco também estabeleceu a adoção do uso de papel reciclado e de um mesmo padrão visual e gráfico, na confecção do material de divulgação e das peças publicitárias dos produtos e serviços oferecidos, objetivando assim, garantir a integridade de nossa identidade visual, obter melhor desempenho na comunicação com o mercado e otimizar o uso de nossos recursos. Já foram impressos com papel reciclado 676.120 folders sobre produtos do Banco. A confecção de talonários de cheques com papel reciclado consumiu 5.9 toneladas de papel reciclado, desde abril de 2007, quando esse tipo de papel passou a ser utilizado em cheques.
5) Como o Programa colabora com o decreto federal n.º 5.940?
O compromisso e o entusiasmo dos empregados do Banco com a coleta seletiva de resíduos têm feito do Amazônia Recicla uma experiência importante a ser compartilhada com outros órgãos federais e estaduais comprometidos em cumprir o decreto federal voltado para o combate à exclusão social de catadores e à melhoria do meio ambiente nas cidades brasileiras. O Banco é incansável em socializar suas informações sobre o mercado, cadastro de associações e cooperativas, assim como sediar, em muitas ocasiões, reuniões dos órgãos federais em Belém. A instituição também colabora para o esforço de organização e formalização das entidades representativas dos catadores e contribui para o fortalecimento do empreendedorismo desse segmento.
O programa Amazônia Recicla também está sendo compartilhado com a sociedade em geral. Um exemplo são as solicitações de estudantes de nível médio e superior para o estudo do programa em trabalhos de conclusão de curso. Este programa já começa a se estender para feiras e outros eventos em Belém e em outras cidades, onde está inserido, através da instalação de coletores de materiais recicláveis. Dessa forma, o Banco dá sua contribuição educacional aos cidadãos, levando a mensagem da importância de separar os resíduos, promover a reciclagem e a reutilização desses materiais.
Fonte: Ascom/Basa




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