Começa experiência para descobrir se Amazônia agrava ou ameniza crise de CO2
novembro 17, 2008
Embora os volumes de gases do efeito estufa emitidos para a atmosfera em desflorestamentos e queimadas na Amazônia sejam significativos, as quantidades desse gás que a floresta estaria absorvendo através da fotossíntese podem ser igualmente altas e até superiores, informa a edição desta terça-feira do Globo. Se for assim, a floresta estaria, ainda que momentaneamente, compensando em grande parte a ação humana nociva. Mas, se for o oposto, e a mata estiver seqüestrando quase nada de CO2, a floresta contribuiria significativamente para o problema. Vilã ou salvadora?
Para responder a esta pergunta o pesquisador Paulo Artaxo, do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA, na sigla em inglês) e da Universidade de São Paulo (USP), começou esta semana uma nova e inédita experiência na floresta.
- Nosso experimento consiste, essencialmente, em medir os fluxos de carbono na Amazônia - conta Artaxo. - Estamos voando com um avião totalmente equipado para tentar responder a questão sobre se a floresta é uma fonte ou um sorvedouro de carbono.
Até o dia 10 dezembro o grupo de Artaxo fará vôos por toda a floresta fazendo medições precisas das concentrações de dióxido de carbono, monóxido de carbono, ozônio e outras partículas. Aplicando os resultados a modelos, os cientistas esperam ter as primeiras respostas dentro de três meses. O início do estudo foi anunciado oficialmente ontem, na abertura da conferência internacional Amazônia em Perspectiva - Ciência Integrada para um Futuro Sustentável, que reúne cerca de mil pesquisadores em Manaus.
Fonte: O Globo



