Secretário anuncia investimentos para rede Bionorte
novembro 18, 2008
Anúncio foi feito durante abertura da Conferência Internacional, que reúne em Manaus, especialistas de todo o Mundo
O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped/MCT), Luiz Antônio Barreto de Castro, participou ontem (17/11), em Manaus, da abertura da Conferência Científica “Amazônia em Perspectiva: Ciência Integrada para um Futuro Sustentável”. O evento reúne os resultados das pesquisas realizadas pelos três mais importantes programas de pesquisas do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), para a Amazônia - o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) e o Rede Temática em Modelagem Ambiental da Amazônia (Rede Geoma).
Ele elogiou a iniciativa de integração dos projetos e enfatizou a importância da integração desses programas. “Cada vez mais a ciência procura fazer uma integração dos saberes, a conferência é um exemplo disso. Não apenas por razões técnicas, os programas que funcionam de maneira dispersa precisam ser integrar cada vez, para produzir mais e melhores resultados”.
Durante a cerimônia de abertura do evento o secretário anunciou investimentos do governo para a região. “As repostas para as questões ambientais surgem através da Ciência e Tecnologia. Por isso é necessário investimentos para atrair instituições e pessoas para atuar na Amazônia”. Segundo ele, serão investidos R$ 30 milhões para o desenvolvimento cientifico da região, no qual está previsto o lançamento de uma rede com ênfase em estudos de biodiversidade e biotecnologia, a ‘Rede BIONORTE’.
Luis Barreto disse que esse tipo de investimento pode auxiliar na formação de recuros humanos na região, pois uma medida semelhante foi adotada no Nordeste. “Em 2004, fizemos uma rede semelhante no nordeste. Criamos cursos de pós-graduação, o que ampliou a formação de doutores na região. A expectativa é formar menos 100 doutores por ano. Isso ainda é pouco. Na Amazônia, a situação não é muito diferente, é necessário formar mais doutores, atrair instituições para aumentar também a massa critica atuante na região”.
“No Brasil temos uma ciência que cresce, em 1980 apenas 0,4% da ciência produzida mundialmente vinha do Brasil. Esse número, hoje, subiu para 2%. Por isso é necessário fazer uma integração da Amazônia com o resto do Mundo”.
Organizada por instituições como Inpa e Museu Goeldi, a conferência deve reunir mais de mil participantes, entre cientistas e estudantes. De acordo com Adalberto Val, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), o evento conta com a participação de cientistas nacionais e estrangeiros. Os participantes apresentam estudos sobre diversidade biológica e discutem propostas que possibilitem a inclusão social e respostas positivas para os efeitos das mudanças climáticas e o monitoramento da floresta.
Fonte: Inpa



