Belo Monte pode ter recursos adicionais voltados para entorno

novembro 19, 2008

Recursos adicionais aos royalties seriam obtidos por meio da tarifa final da energia da usina, negociada no leilão, para garantir o desenvolvimento regional

 

O presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes, disse nesta terça-feira, 19 de novembro, que a empresa vai propor ao governo o direcionamento de recursos adicionais para garantir o desenvolvimento do entorno de Belo Monte (PA, 11.181 MW), por um período de 20 anos. Segundo ele, os recursos seriam obtidos por meio da tarifa final da energia da usina, negociada no leilão.

 

“Pelas características da usina, esses recursos vão servir de garantia para o desenvolvimento regional”, disse Muniz, após participar do terceiro dia do XII Congresso Brasileiro de Energia, realizado no Rio de Janeiro. Muniz observou que a usina, apesar de ser a fio d’água, tem uma característica de regularização que permitirá atuar como se tivesse um grande reservatório, complementando a geração de outras hidrelétricas

 

Para Muniz, a obra, que está com previsão de ser licitada no ano que vem, tem um projeto peculiar porque, entre outras razões, traz pouco impacto ambiental, não precisa de janela hidrológica para implementação, e não interfere em áreas indígenas. O executivo salientou ainda que Belo Monte será conectada ao Sistema Interligado Nacional por meio da LT Tucuruí (PA) – Manaus (AM) – Macapá (AP), licitada este ano, sem necessidade de construção de conexão específica.

 

Outros projetos – Muniz afirmou ainda que a Eletrobrás negocia com o governo do Acre o desenvolvimento de projetos de geração de energia à biomassa por meio de cavaco de madeira no estado, como parte do plano de manejo sustentável da floresta. Além disso, o executivo avaliou que há possibilidade de exploração de potenciais hidrelétricos para instalação de pequenas centrais hidrelétricas em Rondônia e no Amapá.

 

No campo das hidrelétricas, o executivo comentou a realização de novos estudos para a hidrelétrica de Serra Quebrada (MA, 1.340 MW) e de Marabá (PA, 2.100 MW), com vistas a uma eventual oferta em leilões de energia em 2010.

Fonte: Canal Energia