Madeireiros de Paragominas têm prisão preventiva decretada
Enviada em 29 de novembro de 2008 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
Os madeireiros Norberto Antônio Hubner e Malco Oto Hubner, proprietários das serrarias Andiroba e Negreiros, localizadas em Paragominas, tiveram suas prisões preventivas decretadas pelo provável envolvimento como mentores da manifestação que resultou na depredação do escritório do Ibama naquele município e no incêndio de veículos e de documentos do órgão, no último domingo.
O mandado foi expedido na tarde de quinta-feira (27) pelo juiz da Comarca daquela cidade, José Jonas Lacerda de Souza. Além da prisão preventiva, os acusados terão apreendidos os produtos e equipamentos utilizados nos crimes ambientais, para que não sejam utilizados em outras práticas ilegais. Pai e filho, que se encontram foragidos, já têm contra si mais de 30 autos de infração e vão responder pelo histórico de práticas de crimes ambientais, na esfera estadual. Eles também deverão ser processados pelo Ministério Público Federal e Justiça Federal, pelos danos causados ao órgão.
A notícia foi divulgada ontem (28) em coletiva à imprensa, concedida pelo superintendente estadual do Ibama no Pará, Aníbal Picanço, e pelo coordenador de fiscalização do Instituto, Leandro Aranha. “Existem imagens que revelam o envolvimento direto dessas pessoas na ação que resultou na depredação do prédio do Ibama”, declarou Picanço.
De acordo com o superintendente, “a intenção dos madeireiros era destruir os documentos que comprovam o envolvimento deles na extração irregular de Madeira nas terras indígenas do Alto Rio Guamá”. A reação violenta dos populares, supostamente incitados pelos acusados e outros madeireiros, começou após a apreensão de 19 caminhões com madeira ilegal, que saíam da aldeia indígena.
Mais de 9 mil metros de madeira nobre foram apreendidos em apenas uma das madeireiras, lacrada anteontem com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
A madeira apreendida será destinada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) para leilão e os recursos serão utilizados em políticas públicas para a região, construção de escolas e em programas indígenas.
Atualmente, existem cinco operações em execução no Estado e outras 12 estão previstas para acontecer até o final do ano, em todos os municípios onde o desmatamento for identificado, em parceria com a Polícia Militar do Estado, através do Batalhão de Policiamento Ambiental, além da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Exército.
Fonte: Diário do Pará




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