Gestão da Amazônia é criticada

Enviada em 29 de janeiro de 2009 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

Formas de atenuar efeito da crise no trabalho são tema de Fórum Sindical

Nem nas festas o governo foi poupado. O tom crítico dominou as cerimônias organizadas para o Dia da Pan-amazônia, na manhã de ontem, nos palcos montados na Universidade Federal do Pará. O diretor da Coordenação Andina de Organizações Indígenas, o peruano Miguel Palacin, disse que o Brasil, antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumir o cargo, era considerado exemplo de preservação ambiental. O Fórum Pan-Amazônico, que ocorre dentro do Fórum Social, vai propor que o dia 12 de outubro seja estabelecido como o dia nacional de defesa da amazônia.

- Vejo com enorme preocupação o governo do Brasil. Para além dos discursos, não estamos vendo ações. Conhecemos a proposta de Lula antes de ser presidente. Depois de ele ser presidente, está a favor da monocultura, do agronegócio.

O tema será debatido por Lula com os presidentes Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Corrêa e Fernando Lugo, amanhã, no Fórum.

Dulci critica flexibilização de leis do trabalho

O coordenador do Fórum da amazônia Oriental, Matheus Otterloo, disse que a resistência de índios deve servir de exemplo e inspirar uma proposta de plano de desenvolvimento da amazônia, que será discutida pelo Fórum Pan-Amazônico, no dia 30.

Nos debates do Fórum Sindical, o remédio brasileiro para tentar atenuar os efeitos da crise no mercado de trabalho e as alternativas para evitar demissões em massa foram ontem o eixo central dos debates. O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, fez discurso contra a flexibilização do trabalho.

- Como o presidente tem dito, para enfrentar a crise não é verdade que seja necessário precarizar o trabalho. Vamos conceder novas desonerações à indústria, mas queremos vinculá-las à garantia do emprego.

Fonte: O Globo