Aproveitamento da hidrelétrica Belo Monte é debatido pelos urbanitários no FSM

Enviada em 31 de janeiro de 2009 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

O Aproveitamento Hidrelétrico (AHE) de Belo Monte foi o tema da oficina promovida pela Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), nesta sexta-feira 30, no prédio central da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), território do Fórum Social Mundial 2009.

 

Foram analisados os benefícios da obra, tais como a produção de energia limpa e renovável; geração de emprego; aumento da produção industrial; segurança do sistema energético; e os impactos ambientais e sociais, as comunidades ribeirinhas, as terras indígenas e áreas de conservação, além das medidas para mitigar os impactos da construção da hidrelétrica.

 

“Não podíamos deixar de emitir nossa opinião à sociedade sobre o empreendimento. Respeitamos aqueles que discordam da hidrelétrica, mas temos uma decisão honesta sobre o futuro do país. Nesta oficina, demos informações para que formem seu juízo sobre o empreendimento”, disse Edvaldo Gomes, secretário de Relações Internacionais da FNU.

 

Os questionamentos e sugestões recolhidos na oficina serão encaminhados à Presidência da República para enriquecimento do projeto. “Esse espaço também serve para dar transparência sobre o assunto aos participantes do Fórum”, acrescentou.

 

Os Estudos de Impactos Ambientais do AHE de Belo Monte devem ser apresentados em março deste ano, e no segundo semestre serão realizadas as audiências públicas para socialização do que foi analisado. Os urbanitários acreditam que a hidrelétrica é uma solução técnica, com conservação ao meio ambiente e melhoria das condições de vida da população.

 

“Temos que procurar alternativas viáveis de oferta de energia para atender o sistema elétrico brasileiro e reduzir as perdas de energia nesse sistema”, explicou Paulo Cesar Domingues, engenheiro de Planejamento da Eletronorte.

 

Luz Para Todos - O sistema energético brasileiro tem dimensões continentais e é o mais completo do mundo, segundo Domingues. “Com o programa Luz Para Todos, iremos atender 100% da população brasileira; hoje atendemos 92%. Outro orgulho nosso é saber que nossa matriz energética é 80% limpa, diferente do que ocorre nos países desenvolvidos, quando são apenas 15%. Por convicção, uma usina hidrelétrica bem planejada tem que ser vetor de desenvolvimento regional, social, econômico e ambiental”, analisou.

 

Belo Monte, no rio Xingu (PA), integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. A expectativa é que suas operações propiciem mais oferta de energia e mais segurança ao Sistema Interligado Nacional, com melhor aproveitamento das diferenças hidrológicas de cheia e seca nas diversas regiões do país.

 

A capacidade instalada de 11.233,1 MW de potência e geração anual prevista de 38790.156 MWh ou 4.428,1 MW médios. Conectada a esse sistema, gerará energia que equivale a cerca de 6% do consumo total de eletricidade do Brasil, atendendo a aproximadamente 18 milhões de domicílios do país. O empreendimento deve ser concluído em dez anos, com início da operação a partir do quinto ano do começo da obra.

Fonte: Agência Pará