Para o governador do Maranhão, o fórum confirma maturidade do Norte-Nordeste
Enviada em 31 de janeiro de 2009 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
“A realização do Fórum Social Mundial em Belém, com tanta gente e tamanha organização, demonstra que o Estado do Pará e o Norte-Nordeste têm plenas condições de promover eventos de porte internacional”. A afirmação é do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), que participa do evento e fez parte da mesa do debate que reuniu os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, do Equador, Rafael Correa, da Bolívia, Evo Morales, e do Paraguai, Fernando Lugo, na quinta-feira (29), em Belém, a convite do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
Para Jackson Lago, “o apoio dado pelo Governo do Pará ao evento e os investimentos permanentes realizados na região da Terra Firme, onde ele acontece, sinalizam um compromisso claro para com os menos favorecidos, que, no fim das contas, são aqueles a quem o Fórum Social dá voz”.
“Participei da primeira versão do Fórum Mundial, em Porto Alegre, quando o consenso neoliberal estava no auge. Fico muito feliz ao constatar que, em Belém, o número de participantes aumentou. E a conjuntura é muito diferente. O impacto do fórum, ainda mais por ser realizado na Amazônia, é muito grande e lança um protesto claro aos ‘professores’ que estão reunidos no Fórum Econômico de Davos, na Suíça. Afinal, são esses mesmos professores que criaram o cassino financeiro, responsável por atirar todo o mundo na crise econômica que estamos vivendo”, afirma o governador maranhense.
Segundo Jackson Lago, “o protesto lançado de Belém sinaliza a possibilidade de construção de um novo mundo, mais justo. E talvez a crise, depois de passada, nos conduza de volta a um mundo em que o trabalho e a produção voltem a predominar sobre a volatilidade dos mercados financeiros”, conclui.
Fonte: Agência Pará




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