Tecnologia Social: Fundação premia educadores e lança nova edição do prêmio durante o FSM 2009

Enviada em 31 de janeiro de 2009 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

Reconhecida como instrumento de inovação, a Tecnologia Social ganha espaço e mostra que já está fazendo a diferença

Cinco professores do ensino fundamental - representando cada uma das regiões do País - foram premiados por seus projetos na área de Tecnologia Social pela Fundação Cultural Banco do Brasil nesta sexta-feira (30). Para a entrega da premiação foi organizada uma oficina no Fórum Social Mundial, onde os professores puderam relatar as experiências realizadas em suas cidades. A participação no Fórum Social Mundial 2009 foi um dos prêmios oferecidos pela Fundação aos vencedores, além de R$ 50 mil reais para cada projeto premiado.

As professoras Doreni Ricartes Guimarães Tasso, da região Centro Oeste, Edinalva Pinheiro dos Santos Oliveira da região Nordeste, Rozenilda de Souza, da região Norte e Edner Abelini, da região Sul, contaram aos presentes como foi o processo, desde compreender o conceito de Tecnologia Social até a implementação de seus projetos em suas comunidades.

O prêmio “Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais, é uma promoção da Fundação Cultural em parceria com a revista Fórum. Somente no último ano foram mais de 2, 6 mil professores inscritos. Segundo o presidente da Fundação Cultural Banco do Brasil, Jacques Pena, a falta de proximidade que ainda existe com o conceito de Tecnologia Social é facilmente superada depois que eles começam a executar os projetos e encontram neles muitos dos elementos contidos nesse conceito de Tecnologia Social.

A definição é que tecnologia social seria todo produto, método, processo ou técnica criados para solucionar algum tipo de problema social. Porém, esses métodos precisam atender requisitos como simplicidade, baixo custo, fácil aplicabilidade e impacto social comprovado.

Rozenilda de Souza, representante da Região Norte, diz nunca ter ouvido falar em Tecnologia Social até surgir o concurso, mas conta que ela e os alunos ficaram felizes ao saber que o processo de construção e execução do projeto foi um dos premiados.

“As pessoas não fazem essas propostas pensando em desenvolver tecnologias sociais. Fazem porque estão muito mais ligados em resolver problemas em suas comunidades, mas desta forma acabam trabalhando com esse conceito”, explica Jacques Pena.

O projeto da Região Norte tem como foco a preocupação ambiental. A professora Rozenilda, da Escola Estadual Professor Jaceguai Reis Cunha, de Boa Vista, em Roraima, decidiu analisar com seus alunos a matéria-prima utilizada pelos artesões da cidade. Os vinte alunos começaram com um processo de investigação no local de trabalho desses artesãos, buscando identificar os materiais mais poluentes utilizados por eles. Nesse processo, os estudantes analisaram também a relação desses trabalhadores com o meio ambiente. A última etapa do projeto foi organizar uma oficina para esses artesãos, mostrando a eles diversos objetos que podem ser feitos a partir de materiais recicláveis como plásticos e vidros.

“A partir desse momento, os alunos perceberam também todo o processo que envolve a fabricação de uma peça artesanal, dando inclusive, mais valor aquele artesanato que eles costumam ver e muitas vezes desconsideram as diversas etapas de produção”, conta Rozenilda. Ela e os cinco ganhadores do prêmio participam do Fórum Social Mundial pela primeira vez. O lançamento da quinta edição do Prêmio ocorre nesse sábado (31) durante o Fórum Social Mundial.

Lançamento

Para o próximo ano, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, além de premiar um projeto em cada região do país, contará com mais duas categorias. Uma delas específica para mulheres: “Participação das mulheres na gestão de projetos sociais”.

Segundo o presidente da Fundação, as mulheres, principalmente em áreas como a Região Norte do país, possuem um papel fundamental na geração de trabalho e renda em suas famílias. Por essa razão foi criada essa categoria específica. “Apoiar é reconhecer”, destaca Jacques Pena.

O prêmio é realizado a cada dois anos, e tem como objetivo identificar, certificar, premiar e difundir tecnologias sociais, conceito que compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade, que representem soluções efetivas de transformação social. Por enquanto a premiação existe apenas para a área de educação, e a Fundação destaca que essa área é estratégica para o combate à exclusão, a fome e a miséria.

Clique aqui e saiba mais sobre o Prêmio

Notícias da Amazônia (Por Gisele Barbieri, de Belém)