Blairo reafirma possível erro do Inpe

Enviada em 30 de janeiro de 2008 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

Os ministros Marina Silva, do Meio Ambiente, Tarso Genro, da Justiça, Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário e Enzo Martins, interino da Defesa e o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Silas Ribeiro, sobrevoaram nesta quarta, 30/1, a região do município de Marcelandia, (710 km ao Norte de Cuiabá) no Mato Grosso, para verificar a situação do desmatamento na área. O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, integrou a comitiva, composta  também por diretores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe -, da Polícia Federal e do Incra.

Maggi garantiu que, em aproximadamente 60 dias, terá um levantamento completo, no qual poderá provar que o desmatamento em MT sofreu redução (de 48% desde 2004), ao contrário do que foi informado pelo Inpe. No dia 24/1, o ministério divulgou dados sobre o aumento do desmatamento na Amazônia, no período de agosto a dezembro de 2007. De acordo com a pesquisa, Mato Grosso haveria desmatado 1.786 km2 em quatro meses. Já o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento da Amazônia – Prodes – do Governo de Mato Grosso – que havia realizado um levantamento entre agosto de 2006 e julho de 2007 – período de um ano -, computou uma área desmatada de 2.476 Km2.

Em nota divulgada no dia 24/1, o governo de Mato Grosso afirmou discordar da forma como foram interpretados os dados do Inpe. Maggi alega que o método utilizado pelo Deter - sistema de detecção de desmatamento em tempo real do Inpe - não é preciso para determinar cálculo de área, nem estatísticas para comparação de dados de desmatamento.

Exclusão dos financiamentos para produtores que mais desmatam

Mesmo reconhecendo que o Deter possui resolução espacial reduzida em relação a outros sistemas de monitoramento de desmatamento, e que a área devastada na região de fato se apresenta em menor escala, Marina Silva afirmou que vai manter e cumprir o decreto 6.321, que determina, entre outras penalidades, a exclusão de propriedades localizadas nos municípios que mais desmataram na Amazônia de todo tipo de financiamento público. O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, afirmou que os números serão reanalisados pelo sistema Prodes, e que o balanço anual de 2007 será divulgado em maio.

Fonte: Secom/MT