Pesquisa vai ampliar conhecimento sobre criação e saúde de peixes no Amapá
Enviada em 27 de fevereiro de 2009 – Imprimir esta matéria – Enviar para um amigo
A Embrapa Amapá vai desenvolver durante três anos um estudo com o objetivo de diagnosticar as condições sanitárias de piscicultura do município de Macapá, identificar parasitos que atingem peixes cultivados e propor soluções para sanar estes problemas. A pesquisa será conduzida pelo biólogo Marcos Tavares Dias, que recebe recursos financeiros do CNPq/Ministério da Agricultura/Secretaria de Defesa Agropecuária, no valor de R$ 275 mil para executar o projeto “Aspectos Sanitários e Parasitológicos de Peixes Cultivados em Pisciculturas de Macapá, Estado do Amapá: Diagnóstico e Intervenções”.
A idéia de elaborar o projeto surgiu ao constatar que no Amapá a piscicultura passa por uma fase de expansão, porém para sua consolidação são necessários estudos sobre quarentena, diagnóstico e controle das enfermidades que acometem os animais cultivados nestes estabelecimentos. A falta de dados que mostrem a real dimensão epidemiológica desta atividade no Estado dificulta a estimativa de sua contribuição na produção de pescado.
Daqui a três anos, a Embrapa Amapá espera prover o mercado e demais setores da atividade com informações técnico-científicas capazes de estabelecer critérios para programas de sanidade, para peixes cultivados no Estado do Amapá. Outra linha de trabalho é a formação de recursos humanos para atuar no setor produtivo do Estado. “Vamos oferecer cursos, treinamentos e palestras a técnicos agropecuários, estudantes de graduação e pós-graduação e produtores do Estado. Estudos científicos e capacitação
de pessoal serão importantes para o monitoramento constante das condições sanitárias dos cultivos e para o conhecimento das dificuldades enfrentadas pelos piscicultores”, disse Marcos Tavares, doutor em Aquicultura.
Serão visitados todos os piscicultores do Estado, para coleta de dados primários, sendo que das 132 pisciulturas instaladas em Macapá, 15 propriedades que apresentarem atividade regular serão escolhidas para o acompanhamento periódico, que terá quatro etapas de estudo. Na primeira fase, será feita a pesquisa descritiva, onde serão levantados dados secundários, disponíveis na bibliografia sobre o assunto e arquivos de instituições envolvidas com a atividade de piscicultura no Amapá, como Agência de Pesca do Amapá (PESCAP), Associação dos Aqüicultores do Amapá (AQUIAP), Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do do Amapá (IEPA), Secretaria Especial de Aquiculturae Pesca (Presidência da República) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA). Também serão consultados a ONG Oceanpesc e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA-AP).
Durante as entrevistas com os piscicultores, serão abordadas questões como as características da criação, espécies cultivadas, densidade populacional praticada, manejo alimentar e geral, transporte de alevinos, qualidade da água dos viveiros de cultivo, manejo sanitário usado e problemas com doenças na criação e a mortalidades de alevinos adquiridos. “Na terceira etapa, vamos fazer a análise trimestral das condições sanitárias e parasitológicas, em cada propriedade escolhida para a realização deste projeto, além de orientar o manejo sanitário e profilático adequados”, explicou o pesquisador. Serão avaliadas também as condições de saúde dos alevinos adquiridos pelos piscicultores, através do diagnóstico
parasitológico na chegada ao estabelecimento.
Marcos Tavares acredita que este projeto vai contribuir para o conhecimento regional sobre as condições de sanidade das pisciculturas, infecções parasitárias, qualidade da água e transtornos ocorridos por
influência destes fatores na cadeia produtiva dos peixes cultivados no município de Macapá. Participam desta pesquisa a Embrapa Amapá, Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual Paulista (FCAV) e, Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Fonte: Embrapa/Amapá (Por Dulcivânia Freitas)




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