Parteiras são tradição no Amazonas

Enviada em 24 de julho de 2009 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

No Amazonas, segundo estimativa da Responsável Técnica pelo Programa de Saúde da Mulher da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Sandra Cavalcante, existem cerca de 600 parteiras no Estado contribuindo para o nascimento de crianças em locais distantes do serviço de saúde. “O parto domiciliar é uma realidade e uma tradição em muitas cidades do Norte e Nordeste”, avaliou Cavalcante. Por compreender a necessidade da atuação das parteiras, o Sistema único de Saúde (SUS) quer cadastrar e capacitar as mulheres que ajudam as mães de todo de Brasil a terem seus filhos.

Do dia 20 deste mês até hoje, a Susam, em parceria com o Grupo Curumim, realizou uma programação para explicar a importância do trabalho das parteiras. “Além de realizarem os partos, queremos que elas nos ajudem a notificar os nascimentos e os óbitos, e a incentivarem as mães a fazer o pré-natal e realizarem o auto-exame de câncer de mama”, contou a coordenadora do Grupo Curumim, Paula Viana.

No Amazonas, 138 parteiras do interior já se cadastraram para fazer parte dessa rede. Elas estão vinculadas a alguma unidade de saúde mais perto do local onde atuam e são acompanhadas por um agente de saúde. Além disso, recebem matérias que auxiliam na higiene e que reduzem os riscos de infecção durante o parto, como luvas cirúrgicas.

“A ideia é que elas passem a ser remuneradas. O que já é uma realidade em alguns estados brasileiros como Amapá e Pernambuco. No Amazonas, Tefé (distante 516 quilômetros de Manaus) é o único município em que as parteiras recebem por realizar partos domiciliares”, enfatizou Paula Viana. A secretaria de saúde de Tefé paga R$30 as parteiras por cada parto realizado.

Fonte: Amazonas Em Tempo