Pará: Presos quatro acusados da morte de sindicalista em Tucuruí

Enviada em 29 de julho de 2009 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

A Polícia Civil capturou nesta quarta-feira (29) no município de Tucuruí, sudeste do Pará, os acusados de matar o sindicalista Raimundo Nonato do Carmo, 53 anos. O crime aconteceu no dia 16 de abril deste ano naquele município, situado a 480 quilômetros da capital. Os presos são os irmãos José, 45 anos, o “Zezinho”; Ailton, 25 anos; Ilson, 34, o “Baleia”, e Nilson da Silva Oliveira, 26, o “Niltão”.

 

O motivo do crime teria sido vingança, devido a uma dívida referente a um terreno. As prisões foram realizadas pela equipe da Divisão de Homicídios, da Polícia Civil, tendo à frente a delegada Daniele Bentes. Os presos foram conduzidos para a sede da Delegacia Geral, onde foram mostrados à imprensa.

 

As investigações duraram cerca de três meses. Os acusados estavam com mandados de prisão decretados pela Comarca de Tucuruí. As equipes policiais se deslocaram na terça-feira (28) para o município, onde iniciaram a busca aos irmãos. Três deles foram encontrados na sede de Tucuruí, enquanto outro foi localizado em uma ilha da região. A delegada Daniele Bentes informou que o crime foi motivado por uma desavença pessoal entre a vítima e os acusados, por causa da partilha de um terreno de propriedade do sindicalista, em dezembro do ano passado.

 

Os acusados são irmãos de Iraci da Silva Oliveira, que mantinha há 12 anos um relacionamento com Raimundo Nonato. Devido a essa desavença, o sindicalista passou a ser ameaçado pelos acusados. Conforme as investigações, José da Silva Oliveira é apontado com a pessoa que adquiriu a arma usada no crime. Um quinto suspeito, que seria o autor dos disparos fatais, está sendo investigado. Dois dos presos (Ilson e Nilson) já respondem a processo criminal em liberdade pelo assassinato de um cunhado deles, em agosto de 2007, também em Tucuruí.

 

Ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tucuruí, Raimundo Nonato do Carmo foi morto com sete tiros, por dois homens em uma moto. As investigações prosseguem para definir a participação de cada um dos presos no homicídio, e apurar o envolvimento de outras pessoas no crime. Eles ficarão recolhidos provisoriamente na sede da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), em Belém, à disposição da Justiça.

 

De acordo com o delegado Eduardo Rollo, desde a criação da Divisão de Homicídios, em março deste ano, 15 assassinatos foram solucionados pela unidade policial no Pará. As investigações resultaram nas prisões de 10 pistoleiros, dois vereadores, um assessor político e um advogado.

 

Fonte: Polícia Civil/Agência Pará