Maranhão: Assembleia debate desenvolvimento sustentável na Amazônia

Enviada em 27 de agosto de 2009 – Imprimir esta matériaEnviar para um amigo

O desmatamento desenfreado, que coloca em risco o ecossistema não apenas do Brasil, como de todo o mundo, é um problema sério que exige dos governos, órgãos públicos e entidades civis organizadas uma união de forças imediata e equilibrada.

O ponto de vista foi defendido na manhã desta quinta-feira (27), pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal, deputado federal Roberto Rocha (PSDB), durante o III Simpósio Amazônia: Desenvolvimento Sustentável e Mudanças Climáticas, realizado no plenário da Assembleia Legislativa.

O III Simpósio Amazônia foi promovido pelas Comissões de Meio Ambiente e Amazônia, Integração Nacional da Câmara Federal, presididas pelos deputados Roberto Rocha e Washington Oliveira (PT-MA), respectivamente. A Assembléia Legislativa e o Sistema CNC/SESC/Senac foram parceiros no evento, que esta sendo realizado em outros estados como preparativo para o encontro nacional, que acontecerá em outubro, em Brasília.

A sessão especial foi presidida pelo deputado Vitor Mendes (PV) e contou com a presença de parlamentares, secretários estaduais e municipais, empresários, professores e estudantes universitários.

Em sua explanação, Roberto Rocha detalhou os trabalhos que estão sendo realizados pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal, especialmente no que diz respeito aos projetos que prevêem a implantação de um novo modelo de desenvolvimento sustentável o país. Ele defendeu a necessidade de reformulação do Código Ambiental antecedido de ampla discussão com a participação de todos os segmentos da sociedade e do governo.

O deputado Roberto Rocha chamou atenção para a grave questão do desmatamento, citando pesquisas datadas de 2008, que apontam o Maranhão como o estado com maior área devastada do país. Segundo ele, é possível elaborar uma pauta positiva para a questão ambiental no Brasil e implantá-la, sem prejuízos para o desenvolvimento econômico, uma vez que a concentração de problemas neste setor não se encontra nas cidades.

De acordo com Roberto Rocha, não se pode pensar em política ambiental para o país sem incluir o Maranhão, cuja redução do índice de desmatamento tornou-se uma necessidade latente. Para isso, ele sugere como fonte de recursos o Fundo da Amazônia, que possui algo em torno de 100 milhões de dólares, sob a responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente e do BNDES.

Um dos grandes responsáveis pelo alto índice de desmatamento no Maranhão, segundo Rocha, é a pobreza absoluta em que o estado se encontra, no qual a queimada é o único instrumento que o pequeno lavrador conhece e dispoõe para preparar o solo para o plantio. Ele defendeu uma conjunção de esforços, sem cores partidárias ou conotações políticas, para reverter este quadro.

As ações da Comissão da Amazônia e Integração Nacional, voltadas às questões ambientais, também foram expostas no simpósio pelo seu presidente, deputado Washington Oliveira (PT). Ele chamou atenção para os grandes projetos empresariais em vias de implantação no Maranhão, os quais, segundo ele, devem ser muito bem monitorados a fim de que não tragam prejuízos ambientais ao Brasil e ao mundo.

O deputado petista fez questão de destacar a atuação da Assembléia em sediar o encontro e sugeriu que sejam realizados mais eventos desta natureza no estado, envolvendo a classe empresarial, políticos e ambientalistas.

Fonte: ALEMA