O Caprichoso foi o primeiro a se apresentar nesse sábado (26) durante a segunda noite do Festival de Parintins. A identidade cabocla foi homenageada pelo Touro Negro, que ressaltou na arena o respeito e a união entre os caboclos e a floresta.

Logo nos primeiros minutos, uma alegoria gigante do Caprichoso trazia o astro da festa azul. Em seguida, voos em drones fizeram o público vibrar.

“A gente usa a tecnologia para fazer a manutenção da nossa tradição. Para melhor contar as nossas histórias. Se nós temos condições de fazer voar na arena, nós vamos fazer”, comenta o presidente do conselho de arte do Caprichoso, Erick Nakanomi.

Outro ponto alto da apresentação foi a lenda amazônica “Os trilhos da morte”, que interagiu com a galera azulada e impressionou o público com a narrativa da construção da ferrovia Madeira-Mamoré, no início do século 19, em Rondônia. Os fantasmas da ferrovia invadiram as arquibancadas.

O Garantido encerrou a segunda noite com o protagonismo negro na região norte e o movimento da Cabanagem na região do Grão-Pará.

A figura típica regional, um dos itens obrigatórios das apresentações, entrou na arena com oito módulos de até 18 metros de altura. O protagonismo negro também foi representado pelo levantador de toada, Edilson Santana.

A cantora Márcia Siqueira, uma das levantadoras do boi do povão, falou da emoção de homenagear a cultura afro e tudo que ela representa para o Brasil e para a Amazônia.

“Mais uma noite de emoção. Essa edição do Festival de Parintins, o festival dos festivais, é um retorno dessa festa tão querida, tão esperada. Todas as influências que nós temos. Uma noite emocionante, de muito axé, de muita luz, disse.

Xandoré e Ticê, lendas da etnia tupi-guarani entraram com imponência no Bumbódromo. O boi vermelho e branco contou que Xandoré era a personificação do ódio, inveja e rancor, enquanto Ticê era uma poderosa mulher capaz de enganar maus espíritos e proteger outras mulheres.

A toada, compensado chamadas as músicas nos bois, composta por Ronaldo Barbosa Jr. pede que as mulheres clamem a Ticê.

Por Editoria

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